O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, Horta Inta-a, exonerou os ministros do Interior, Mama Saliu Embaló, e das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Maria Correia. A decisão, que reestrutura duas das pastas mais importantes do executivo guineense, foi oficializada através de um Decreto Presidencial tornado público pelo Gabinete de Comunicação da Presidência da República.
Para preencher as vagas deixadas pelas exonerações, o Chefe de Estado de Transição nomeou António Suca Intchama para assumir a pasta do Interior, enquanto Fidelis Forbs foi o escolhido para liderar o Ministério das Pescas e Economia Marítima. Ambos os governantes já possuem um histórico de serviço público em administrações anteriores na Guiné-Bissau.
António Suca Intchama regressa a uma pasta que bem conhece, tendo exercido as funções de ministro do Interior entre os anos de 2012 e 2014. Por sua vez, Fidelis Forbs acumula vasta experiência governativa, tendo integrado o elenco ministerial do país em diversas ocasiões, onde desempenhou, entre outras funções, o cargo de ministro das Obras Públicas.
Estratégia de afastamento de figuras aliadas a Sissoco Embaló
Estas movimentações no aparelho governativo guineense confirmam as projecções avançadas recentemente pela imprensa local. Fontes do sector político associam estas demissões a uma estratégia concertada das actuais autoridades de transição, que procuram afastar dos cargos de maior relevo na governação do país todas as figuras que mantêm uma ligação de proximidade com o antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.
Com esta reconfiguração ministerial, o governo de transição procura consolidar a sua actuação e garantir maior coesão interna na condução dos assuntos de Estado, num período crucial para a estabilização política e social da Guiné-Bissau.




