A Guiné e a Costa do Marfim decidiram reforçar a cooperação no combate ao terrorismo e ao crime transfronteiriço, numa altura em que os países da África Ocidental enfrentam diferentes ameaças à estabilidade regional.
A decisão foi tomada durante um encontro entre os Presidentes guineense, Mamady Doumbouya, e costa-marfinense, Alassane Ouattara, em Abidjan, onde também foram abordadas questões relacionadas com comércio, política e segurança.
Mamady Doumbouya defendeu uma maior troca de informações e de inteligência entre os dois países para responder aos desafios de segurança que afectam a região.
“Não pode haver desenvolvimento sem paz e estabilidade”, afirmou o Presidente guineense, que manifestou a disponibilidade de Conacri para trabalhar com Abidjan no combate ao crime transfronteiriço e ao terrorismo.
Os dois países pretendem ainda reforçar a cooperação contra a mineração ilegal de ouro, apontada por Doumbouya como uma questão estratégica.
A preocupação está ligada também às perdas de receitas provocadas pela exploração e comercialização não declarada do ouro. Um relatório de 2024 estimou que até 40% do ouro produzido em África não é declarado.
A cooperação entre os dois países enquadra-se num contexto regional marcado pela expansão de redes criminosas transnacionais e por ameaças terroristas provenientes, sobretudo, da região do Sahel.



