O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para um cessar-fogo imediato entre rebeldes da região do Tigrai e o exército etíope, e alertou para o risco de internacionalização do conflito, informou, ontem, a ONU.
Guterres expressou “profunda preocupação” com os combates no Norte da Etiópia e pediu que as partes cessassem as hostilidades de imediato, disse o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, num comunicado divulgado pelo escritório da ONU em Adis Abeba.
O chefe da ONU defendeu o diálogo no âmbito do Acordo de Pretória, que pôs fim à guerra que assolou a região do Tigrai entre 2020 e 2022, em que morreram 600 mil pessoas.
Guterres alertou também para os riscos de “uma escalada que comprometa ainda mais a estabilidade” na região do Corno de África, manifestando preocupação face a “informações sobre a presença de forças eritreias na Etiópia”.
O Secretário-Geral da ONU recordou aos países da região a obrigação de se “absterem de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”.
Guterres referiu também a obrigação de “respeitarem o princípio da não-ingerência nos assuntos internos”, ao abrigo da Carta das Nações Unidas.
O antigo Primeiro-Ministro português apelou ainda, de forma premente, a todas as potências globais e nações com influência directa ou indirecta sobre as partes envolvidas no conflito para que utilizem todos os canais diplomáticos disponíveis no sentido de favorecer o abrandamento imediato da tensão. O líder internacional defendeu a contenção militar e a abertura de vias de diálogo.




