O chefe da equipa negociadora do Hamas, Jalil Al-Haya, reafirmou ontem o compromisso do movimento palestiniano com o plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e iniciar o processo de reconstrução
A emissora egípcia Al- Qahera News, que tem fortes laços com os serviços de informação do país, noticiou que o grupo palestiniano reiterou o seu compromisso durante uma reunião no Egipto, que, juntamente, com os Estados Unidos, o Qatar e a Turquia, é o principal mediador na guerra de Gaza.
A emissora indicou que Al-Haya reuniu-se com o chefe da Direcção-Geral de Inteligência do Egipto, Hassan Rashad, com quem discutiu “formas de concluir a implementação das resoluções da Cimeira de Paz de Sharm el-Shei- kh”, realizada em Outubro passado, que estipulava um cessar-fogo condicional no enclave palestiniano.
Discutiram também o plano de 15 pontos de Trump, um guião que Israel rejeitou e que incluía pontos como a retirada israelita da Faixa de Gaza, o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados, e a transferência do controlo civil para um comité de governação nacional. Entretanto, os meios de comunicação social norte-americanos e árabes noticiaram que o conselheiro e genro de Trump, Jared Kushner, tem uma visita agendada ao Egipto após uma série de reuniões com altos funcionários israelitas, e poderá reunir-se com a delegação negocial do Hamas.
Esta visita, a primeira desde que Al-Haya assumiu a liderança do movimento islamista em Julho, ocorre numa altura em que Israel insiste em manter a sua presença militar em Gaza até que o Hamas se desarme completamente. O Hamas, por sua vez, exige a retirada israelita do enclave antes de depor as armas. Al-Haya declarou, no seu primeiro discurso, que a sua prioridade é fazer com que Israel cesse os ataques em Gaza, que já provocaram a morte a mais de 1.200 pessoas desde o cessar-fogo alcançado em Outubro de 2015, e retirar as suas tropas do enclave. O Qatar, um dos principais mediadores, lamentou na semana passada que Israel continue a “atrasar” a implementação da trégua em Gaza “desde o primeiro dia”, depois de Telavive ter rejeitado o plano de 15 pontos de Trump, e exigiu que a comunidade internacional “exerça pressão para garantir que o acordo é implementado”.



