As eleições gerais previstas para 6 de Dezembro na Guiné-Bissau poderão ser adiadas devido ao impasse nos preparativos para a realização do escrutínio dentro dos prazos estabelecidos.
O Presidente de Transição, Horta Inta-A, convocou para esta quinta-feira reuniões de auscultação com o Governo de Transição e a Comissão Nacional de Eleições (CNE), num momento em que aumentam as dúvidas sobre a possibilidade de cumprir o calendário eleitoral.
O primeiro encontro com o Governo está marcado para as 10h00, enquanto a reunião com a CNE deverá acontecer uma hora depois. As duas reuniões serão realizadas separadamente e deverão servir para avaliar o estado dos preparativos e as condições para a realização das eleições na data inicialmente prevista.
Especialistas em assuntos eleitorais na Guiné-Bissau consideram praticamente impossível cumprir, em tempo útil, todas as etapas legais necessárias para que o processo eleitoral avance até 6 de Dezembro.
O impasse é agravado pela decisão do Alto Comando Militar de manter a proibição de actividades políticas. A medida impede os partidos e possíveis candidatos de realizarem acções de preparação, mobilização e outras iniciativas relacionadas com a campanha eleitoral.
Com o calendário cada vez mais apertado e várias etapas do processo ainda por cumprir, cresce a possibilidade de uma alteração da data das eleições.
As reuniões convocadas pelo Presidente de Transição poderão, por isso, ser decisivas para definir os próximos passos e esclarecer se o escrutínio será realizado em 6 de Dezembro ou se será necessário estabelecer uma nova data.
Até ao momento, o adiamento é apresentado como uma possibilidade, estando a decisão dependente das conclusões das consultas com o Governo de Transição e a CNE.




