O Irão chegou a acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz, anunciou quarta-feira a diplomacia de Teerão, que avisou, no entanto, que a conclusão do entendimento não significa a reabertura imediata da estratégica via.
“As coordenadas geográficas da rota proposta foram acordadas por ambas as partes e, salvo interferência de terceiros, a declaração conjunta, que define os principais pontos do acordo, encontra-se em fase final de revisão e redacção”, declarou Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pela agência noticiosa oficial IRNA. O porta-voz ressalvou que um acordo com Omã não levará, por si só, à reabertura imediata do Estreito de Ormuz, argumentando que o bloqueio iraniano ao tráfego marítimo comercial foi uma consequência da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de Fevereiro contra a República Islâmica e das repercussões de segurança resultantes. Segundo Baghaei, enquanto o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos se mantiver, juntamente com outras acções que descreveu como “agressivas e ameaçadoras”, o estreito não pode ser considerado seguro para a navegação comercial. As negociações entre o Irão e Omã, dois países que fazem fronteira no Estreito de Ormuz, decorrem há dois meses de forma “profissional” e “progressiva”, segundo Baghaei, com o objectivo de estabelecer uma rota segura para a navegação comercial e definir um mecanismo para regular o tráfego marítimo, tendo em conta os aspectos técnicos, jurídicos, de segurança e ambientais. O diálogo entre as autoridades de Teerão e Mascate ocorre após o colapso do memorando de entendimento assinado pelos Estados Unidos e a República Islâmica em 17 de Junho, que previa um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias com vista a um acordo de paz definitivo.




