Teerão - O Irão declarou hoje que convocou o encarregado de negócios da Áustria, depois da recusa em autorizar o responsável da agência nuclear iraniana em participar numa reunião da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Viena.
Teerão - O Irão declarou hoje que convocou o encarregado de negócios da Áustria, depois da recusa em autorizar o responsável da agência nuclear iraniana em participar numa reunião da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Viena.
A recusa de Viena "em conceder vistos à delegação da República Islâmica do Irão é uma decisão totalmente injustificada", declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei.
"É evidente para nós que este incidente ocorreu sob pressão norte-americana, mas isso não isenta o Governo austríaco de responsabilidade", acrescentou.
O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, que devia participar numa reunião internacional em Viena, foi impedido de o fazer devido à pressão dos Estados Unidos, noticiou a televisão estatal iraniana.
"Mohammad Eslami e a delegação embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no percurso devido às obstruções dos Estados Unidos", indicou a televisão, acrescentou que o responsável iraniano já regressou a Teerão.
Eslami era esperado na sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), organismo da ONU que fiscaliza as actividades nucleares, em Viena, para a conferência geral anual da entidade, que decorre até sexta-feira.
O responsável iraniano tinha participado na conferência do ano anterior, em Setembro de 2025, ocasião em que proferiu um discurso em nome do Irão, que é um Estado-membro da AIEA.
Em Viena, uma fonte diplomática, que pediu para não ser identificada, confirmou que a entrada de Eslami na Áustria foi negada devido às pressões norte-americanas.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram, a 28 de Fevereiro, uma guerra contra o Irão, alegando que o programa nuclear iraniano representava um perigo.
Estes dois países, assim como as nações europeias, suspeitam há décadas que o Irão pretende obter armas nucleares, algo que Teerão nega categoricamente. CQ/CV




