Teerão - O Irão considerou hoje o acordo de defesa mútua assinado, na sexta-feira, pela Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, como uma mudança de percepção na região, em relação aos Estados Unidos.
Teerão - O Irão considerou hoje o acordo de defesa mútua assinado, na sexta-feira, pela Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, como uma mudança de percepção na região, em relação aos Estados Unidos.
"Os países da região aperceberam-se de que a segurança não é uma mercadoria que se compra àqueles que fazem falsas promessas", declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, numa referência aos Estados Unidos, aliado dos países signatários do pacto.
Os países do golfo Pérsico, anteriormente considerados como oásis de estabilidade no Médio Oriente, têm sido regularmente visados pelo Irão em retaliação pela guerra que lhe foi lançada por Estados Unidos e Israel a 28 de Fevereiro.
A República Islâmica alega que o alvo dos seus ataques são os interesses norte-americanos nos países do golfo, em particular as bases militares.
Além dos ataques contra os países da região, o Irão também bloqueou na prática o estreito de Ormuz, por onde circulava habitualmente uma parte significativa da produção de petróleo mundial.
"Os países da região já não podem contar com as garantias de segurança prometidas pelos Estados Unidos como no passado", disse Baghaei durante o encontro semanal com a imprensa em Teerão, citado pela agência France-Presse (AFP).
O porta-voz considerou que Teerão não tem "razões para se preocupar que o tratado seja dirigido contra si", destacando os "laços religiosos, históricos e de civilizações profundos" existentes entre os três países signatários e o Irão.
Num momento em que a guerra no Médio Oriente se arrasta, o acordo assinado entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia vincula os três países de maioria sunita através de uma cláusula de defesa mútua do tipo NATO.
De acordo com especialistas, o pacto visa principalmente assinalar falhas norte-americanas, mas também unir forças face a um Irão belicoso, acrescentou a AFP. CV




