Luanda – Uma demonstração de caligrafia tradicional japonesa (arte shodo) aconteceu, este sábado (3), no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, no quadro das celebrações dos 50 anos das relações diplomáticas entre o Japão e Angola.
Luanda – Uma demonstração de caligrafia tradicional japonesa (arte shodo) aconteceu, este sábado (3), no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, no quadro das celebrações dos 50 anos das relações diplomáticas entre o Japão e Angola.
A demonstração foi feita pelo mestre Kamari Maeda, com recurso à pincel, tinteiro, tinta nanquim e papel cor branco. Fez-se acompanhar do Grupo tradicional Nguami Maka.
Em declarações à imprensa, o embaixador do Japão em Angola, Hiroaki Sano, afirmou que o Mestre Maeda é um calígrafo de grande renome no país nipónico que pretende “destacar a amizade de 50 anos entre as duas nações e, por isso, criou uma obra de caligrafia que simboliza esse vínculo de meio século”.
Acrescentou que no âmbito destas celebrações, o seu país pretende fortalecer o intercâmbio para além da esfera cultural.
Disse esperar que mais empresas japonesas visitem Angola, nos próximos tempos, para conhecerem melhor o país e explorarem oportunidades de investimento.
O diplomata aproveitou a oportunidade para destacar que os 50 anos de amizade entre o Japão e Angola representam uma trajectória muito importante para ambos.
Por sua vez, Kamari Maeda manifestou a pretensão de criar um projecto para ensinar a caligrafia japonesa em Angola.
Segundo ele, mais do que celebrar os 50 anos da diplomacia, o importante é fazer avançar as
relações entre os dois países.
O artista expressou o desejo de aprofundar a cooperação com o povo angolano e de construir um futuro mais produtivo.
Formado pela Universidade Tokyo Gakugei, o artista estuda a arte da caligrafia desde os cinco anos de idade e tem viajado pelo mundo apresentando o seu trabalho. Esta é a sua primeira visita ao continente africano, na sequência de uma tourné que abrange a Tanzânia, África do Sul e a Namíbia.
Para o jornalista económico Carlos Rosado de Carvalho, presente no evento, o intercâmbio cultural é essencial porquanto ajuda a alavancar a economia de cada país.
Estiveram presentes diversas personalidades da cultura, estudantes, pesquisadores e membros da União Nacional de Artistas Plásticos (UNAP), com destaque para o artista Álvaro Macieira.
MRA\OHA




