Jovens africanos vão defender maior cooperação entre países na gestão dos recursos hídricos, durante o Diálogo Intergeracional da 4.ª Bienal de Luanda, que vai reunir jovens líderes, ministros e chefes de Estado e de Governo.
O encontro acontece nos dias 21 e 22 de Outubro, no âmbito da Bienal de Luanda, que terá lugar nos dias 22 e 23 de Outubro, em Luanda. A iniciativa é promovida pelo Governo de Angola, em parceria com a União Africana e a UNESCO.
A participação dos jovens pretende colocar na agenda política africana propostas para uma gestão mais inclusiva, científica e cooperativa da água, sobretudo dos recursos hídricos partilhados entre diferentes países.
A discussão ganha importância num continente onde a água pode estar na origem de tensões, mas também pode servir como espaço de diálogo e aproximação entre Estados. A organização da Bienal defende a cooperação transfronteiriça e a diplomacia da água como instrumentos para prevenir, mediar e resolver conflitos.
Durante a primeira etapa do Diálogo Intergeracional, jovens líderes e especialistas vão apresentar experiências, evidências, inovações e soluções práticas aos ministros africanos responsáveis pelas áreas da água e da paz.
As propostas deverão abordar a cooperação na gestão dos recursos hídricos, a prevenção de conflitos, os efeitos das alterações climáticas e as oportunidades de criar maior resiliência nas comunidades.
Os jovens vão também defender uma governação da água baseada em evidências científicas e com maior participação das comunidades, procurando aproximar as soluções locais das decisões políticas tomadas a nível nacional e continental.
Na segunda etapa, as principais propostas serão apresentadas a chefes de Estado e de Governo africanos, durante o Diálogo Intergeracional de Alto Nível da Bienal. A sessão pretende criar uma ligação directa entre as propostas da juventude e os responsáveis pelas decisões políticas.
Cerca de 12 jovens africanos deverão participar no diálogo, com representação das diferentes regiões do continente e equilíbrio de género. Dois jovens angolanos vão integrar o encontro de alto nível.
A iniciativa pretende ainda reforçar o papel da juventude na governação dos recursos naturais, reconhecendo que os jovens serão directamente afectados pelas decisões actuais sobre segurança hídrica, saneamento, alterações climáticas e gestão dos recursos naturais.
A própria UNESCO tem em curso iniciativas destinadas a reforçar a cooperação transfronteiriça, a diplomacia da água e a liderança dos jovens na gestão dos recursos hídricos, através de formação, intercâmbio de conhecimentos e participação em fóruns regionais e internacionais.




