A jurista sul-africana, Navanethem "Navi" Pillay, foi anunciada, esta sexta-feira, como vencedora do Prémio Nobel da Paz 2026.
Segundo a Africanews, o Comité Nobel Norueguês justificou a distinção pelos seus "esforços para promover a paz e o direito internacional".
O Comité destacou a sua coragem e compromisso com a justiça e a dignidade humana.
Nascida em Durban, a jurista, de 85 anos, foi a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia na sua província natal em 1967.
Nos anos seguintes, actuou como advogada de defesa de activistas anti-apartheid, denunciou a tortura e ajudou a estabelecer direitos fundamentais para os prisioneiros na Ilha Robben.
Em 1995, com o fim do apartheid, foi nomeada juíza interina no Tribunal Superior da África do Sul e no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, onde exerceu funções durante oito anos, quatro dos quais como presidente.
Pillay exerceu, igualmente, o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, entre 2008 e 2012, tendo presidido, recentemente, a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestino Ocupado.




