O chefe do Governo militar do Burkina Faso, IbrahimTraoré, procurou dissipar as especulações sobre uma luta pelo poder dentro das suas fileiras, alertando que pretende manter-se como o único líder do país.
“Não pode haver dois capitães no mesmo navio”, disse, ontem, Ibrahim Traoré aos líderes comunitários em Ouahigouya, no Norte do país.
A ausência prolongada de duas figuras importantes alimentou os rumores de uma disputa interna no Governo militar, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em Setembro de 2022. O seu segundo em comando, OumarouYabre, é uma das figuras mais influentes do aparelho de segurança do Burkina Faso.
Um oficial de segurança afirmou que Yabre deixou de ir ao seu escritório na Agência Nacional de Inteligência e que a equipa de segurança atribuída à sua residência foi substancialmente reduzida. Farouk Azaria Sorgho, porta-voz da junta e comandante de um poderoso Batalhão de Intervenção Rápida, é o seu terceiro em comando.
Tornou-se uma peça fundamental na limpeza da administração pública, denunciando casos de má conduta financeira e aplicando punições severas. Mas, desde meados de Maio, o Batalhão n.º 4 está sob o comando do adjunto de Sorgho, e as autoridades de segurança alegam que o comandante foi “raptado” por associados de Traoré. Nenhum dos dois foi visto em público desde Maio.
“Todos os que trabalham comigo sabem como opero”, disse o capitão de 38 anos. Não há homens fortes à minha volta”, ameaçou. “Tenho uma missão e todos a estão a seguir. É por isso que estamos aqui. E se alguém errar, vou derrubá-lo, sem pensar duas vezes”, afirmou.




