O ex-Presidente da Venezuela Nicolás Maduro insistiu, ontem, durante uma comparência num tribunal de Nova Iorque, que as acusações de tortura incluídas numa versão reformulada do tráfico de droga contra si e a sua mulher, Cilia Flores, são “falsas”.
Na audiência, os procuradores disseram ao juiz que os advogados de ambas as partes pretendem que a data do julgamento seja alterada de 1 para 14 de Junho.
De acordo com a Lusa, Maduro, com algemas nos tornozelos, foi levado ao tribunal para responder às novas acusações, segundo as quais liderava uma campanha de repressão promovida pelo Estado, em que dezenas de vítimas, incluindo três cidadãos norte-americanos, foram sujeitas a tortura.
O juiz Alvin K. Hellerstein declarou os dois arguidos inocentes, em nome de Maduro e da mulher, Cilia Flores.
Ambos foram capturados pelas forças militares norte-americanas na sua residência, em Caracas, durante uma operação nocturna, em Janeiro.
Hellerstein anunciou que apresentaria uma declaração de não culpabilidade em nome de Maduro depois de este ter respondido por duas vezes ao pedido do juiz para se declarar culpado ou inocente, criticando a acusação e afirmando que continha “acusações falsas e testemunhos falsos”. Maduro falou através de um intérprete.
O advogado Barry Pollack afirmou, quando as acusações foram anunciadas na semana passada, que Maduro, de 63 anos, as nega e “aguarda com expectativa a oportunidade de se defender em tribunal”.
De acordo com a versão reformulada da acusação, Maduro supervisionava um sistema de tortura violento, em que as vítimas eram espancadas, sufocadas e submetidas a choques eléctricos.




