Mais de 30 reclusos da prisão de alta segurança de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, iniciaram esta Segunda-feira, 14, uma greve de fome por tempo indeterminado.
O protesto é contra a proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.
A informação foi avançada pela rádio Sol Mansi, da Igreja Católica, que cita fontes familiares dos detidos, segundo a Lusa.
De acordo com a emissora, a medida foi tomada devido à escassez de agentes prisionais na unidade. Seis guardas encontram-se em licença para frequência de cursos em Bissau e, segundo as mesmas fontes, o diretor do estabelecimento terá ordenado que não houvesse substituições.
“Devido à falta de pessoal para assegurar a vigilância e movimentação dos reclusos, estes relataram aos familiares que permaneceram trancados nas celas por mais de 24 horas consecutivas durante o último domingo, sem acesso ao pátio”, refere a rádio Sol Mansi.
Os reclusos exigem a retoma da possibilidade de sair regularmente para o pátio como condição para pôr fim à greve de fome.
A rádio Sol Mansi adianta que tentou contactar por diversas vezes os responsáveis pelos serviços prisionais de Bafatá e o gabinete de comunicação do Ministério da Justiça, mas não obteve reação oficial até ao momento.




