Mais de 730 mil pessoas que estavam deslocadas regressaram às suas comunidades de origem em Moçambique, num movimento que marca avanços no processo de retorno das populações afectadas pela instabilidade e por outros factores de deslocação. A avaliação mais recente da Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabiliza 730.480 retornados no país.
O maior movimento de retorno verifica-se em Cabo Delgado, província que continua a concentrar a maior parte das pessoas deslocadas devido à violência armada que afecta o norte de Moçambique. Segundo a OIM, a província representa cerca de 68% do total de deslocados internos identificados no país.
Os dados mostram que o número de pessoas que conseguiram regressar às suas comunidades já supera o total de deslocados internos actualmente identificados. A avaliação aponta para 663.769 deslocados internos, distribuídos por mais de 160 mil agregados familiares.
O regresso permite a milhares de famílias retomar a vida nas suas zonas de origem, mas também aumenta a necessidade de garantir condições para uma reintegração segura e duradoura.
Entre os principais desafios estão o acesso à habitação, saúde, educação, alimentação e outros serviços básicos, sobretudo nas comunidades que recebem novamente grandes números de famílias.
Apesar do avanço no retorno, a existência de mais de 663 mil pessoas ainda deslocadas mostra que o processo continua. As autoridades e organizações humanitárias mantêm o acompanhamento da situação para apoiar o regresso e a reintegração das populações.
Os dados da OIM indicam ainda que o número de retornados aumentou cerca de 1% em relação à avaliação anterior, realizada em Fevereiro de 2026.




