Pelo menos 43 pessoas morreram este ano na África do Sul em assassinatos de natureza política, segundo um relatório da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional, divulgado esta sexta-feira, 2.
De acordo com a organização, com sede em Genebra, o número de mortes registado em 2026 já ultrapassa os balanços anuais registados desde 2015, numa altura em que o país se prepara para as eleições autárquicas marcadas para 4 de Novembro.
O relatório alerta para o risco de aumento da violência nos próximos meses, sobretudo devido à intensificação das disputas pelo poder a nível local.
A violência política tem sido associada, entre outros factores, à disputa por posições de poder e influência nas estruturas locais. O cenário ocorre num período de crescente insatisfação social com questões como a degradação das infra-estruturas, criminalidade e corrupção.
O Congresso Nacional Africano, ANC, está no poder desde 1994 e enfrenta as eleições locais num contexto político marcado por disputas entre diferentes forças e grupos pelo controlo de estruturas municipais.
A Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional considera que o período eleitoral poderá elevar os riscos de novos episódios de violência política, particularmente em zonas onde as disputas pelo poder local são mais intensas.
As eleições autárquicas de 4 de Novembro serão, assim, realizadas num contexto de preocupação com a segurança de candidatos, dirigentes partidários e outros actores envolvidos na disputa política local.




