O sindicato dos médicos do Quénia exigiu, na terça-feira, protecção para os profissionais de saúde, após o país confirmar a primeira morte por Ébola.
Em comunicado, o secretário-geral, Divji Atellah, pediu ao Governo uma acção com “urgência, transparência e responsabilidade” e defendeu que os profissionais que tiveram contacto com o paciente devem “receber monitorização imediata, apoio psicológico e acompanhamento adequado”.
“os nossos profissionais de saúde não podem ser o elo mais fraco na nossa resposta. Eles devem ser a primeira linha de protecção”, afirmou.
O sindicato exigiu ainda rastreio rigoroso e preparação adequada das instalações.
O caso é de um empresário de 40 anos que vivia na RDC. Adoeceu há um mês, viajou por terra até Kampala, voou para Nairobi a 3 de Outubro e morreu Segunda-feira à noite.
O ministro da Saúde, Aden Duale, informou que foram identificados 28 contactos, entre familiares e profissionais de saúde, sem registo de novos casos positivos.
As autoridades procuram ainda 23 passageiros e quatro tripulantes do mesmo voo e prepararam um período de quarentena para os casos de risco.É o primeiro caso registado no Quénia.
O Uganda, país vizinho, teve 20 casos importados da RDC e foi declarado livre da doença em Agosto.Segundo a OMS, a estirpe Bundibugyo contabiliza 4.082 mortes em 8.463 casos, sem vacina disponível.




