O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) declarou vitória nas eleições legislativas realizadas no domingo, com o presidente do partido, Américo Barros, a afirmar que a formação conquistou mais de 26 lugares e ficou próxima de uma maioria absoluta no Parlamento.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), o MLSTP obteve 17.551 votos, mais 367 do que a ADI, que conseguiu 17.184. A CEN não avançou, contudo, com a distribuição dos 55 mandatos, por considerar que essa competência cabe ao Tribunal Constitucional.
Na sede do partido, em Riboque, Américo Barros agradeceu aos eleitores pelo voto de confiança e afirmou que o MLSTP não vai decepcionar o povo são-tomense. O dirigente prometeu igualmente cumprir o programa eleitoral da formação e avançar com uma estratégia de transformação económica e social do país.
“Os resultados apontam que o MLSTP estava mesmo a roçar uma maioria absoluta”, afirmou Barros, que aguarda agora a confirmação oficial dos resultados pelas instituições competentes.
A declaração de vitória acontece 24 anos depois de o MLSTP ter sido a formação política mais votada numa eleição legislativa em São Tomé e Príncipe. O partido, criado no contexto da luta pela independência, teve um papel central no processo que conduziu o arquipélago à independência de Portugal, em 12 de Julho de 1975.
Após a independência, o MLSTP assumiu a direcção política do novo Estado. Com a abertura ao multipartidarismo no início da década de 1990, o partido passou à oposição e continuou como uma das principais forças políticas do país. Em 1998, voltou a conquistar a maioria dos lugares da Assembleia Nacional.
Nas eleições de 2026, o MLSTP voltou a disputar a liderança com a ADI, num resultado ainda apertado. A diferença provisória é de apenas 367 votos entre as duas formações.
Do lado da ADI, o primeiro-ministro e líder do partido, Américo Ramos, admite um “empate técnico” de 24 mandatos e defende que se aguarde pelo encerramento dos apuramentos distritais. A ADI também deixou em aberto a possibilidade de negociar com outras forças políticas para formar Governo, caso nenhum partido alcance maioria absoluta.
A definição dos mandatos e a confirmação dos resultados eleitorais deverão agora aguardar a conclusão do processo de apuramento e a intervenção do Tribunal Constitucional.




