A ANAMOLA denunciou a alegada instrumentalização da Polícia da República de Moçambique (PRM) para impedir a realização de uma marcha de recepção à sua liderança, prevista para este sábado, 3 de Outubro, na cidade de Lichinga, província do Niassa.
Segundo o coordenador político provincial da ANAMOLA, Nito Agostinho Eugénio, a decisão de impedir a marcha terá sido comunicada pelas autoridades policiais sob alegação de riscos relacionados com a segurança na província, nomeadamente a ameaça de terrorismo.
O dirigente afirmou ainda que a PRM terá justificado a medida com a existência de “ordens superiores”, interpretação que a ANAMOLA considera como uma possível interferência política na actuação da corporação.
A formação política acusa, nesse sentido, a FRELIMO de estar por detrás da orientação que teria levado ao impedimento da actividade, alegação que não foi confirmada publicamente pelas autoridades consultadas.
A ANAMOLA questiona igualmente o impedimento de uma manifestação política às vésperas do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, celebrado em Moçambique a 4 de Outubro. A data assinala a assinatura, em Roma, do Acordo Geral de Paz de 1992 entre o Governo moçambicano e a RENAMO, que pôs fim a 16 anos de conflito armado.
Nito Agostinho Eugénio defende que o direito de reunião e manifestação deve ser respeitado e questiona a utilização de argumentos de segurança para impedir a actividade política.




