As exportações russas de óleo de girassol para a China poderão duplicar na nova campanha comercial, atingindo cerca de um milhão de toneladas, devido às dificuldades no transporte marítimo através do Mar Negro e à redução dos embarques destinados à Índia.
A informação foi avançada pelo director de comercialização do Grupo Sodrugestvo, Kyrylo Tyshkevych, citado pela Reuters e pela CNN Brasil, à margem de uma conferência sobre óleos vegetais realizada em Mumbai, na Índia.
Segundo o responsável, os exportadores russos estão a oferecer óleo de girassol à China através de rotas terrestres e com preços reduzidos, numa tentativa de compensar as dificuldades verificadas nos portos do Mar Negro.
Os embarques para a Índia, um dos principais mercados do produto russo, deverão cair para cerca de 1,1 milhão de toneladas na actual campanha, contra 1,5 milhão de toneladas registadas no período anterior.
As dificuldades estão relacionadas com os ataques registados na região do Mar Negro, que afectaram infra-estruturas portuárias utilizadas para o carregamento de cereais e óleos vegetais.
A produção russa de sementes de girassol deverá, entretanto, aumentar de 17,5 milhões para 20 milhões de toneladas na actual campanha. Contudo, a fraca procura externa poderá reduzir o volume de processamento e deixar o país com cerca de três milhões de toneladas de sementes em reservas no início da próxima campanha.
A Ucrânia, outro importante produtor e exportador mundial de óleo de girassol, também enfrenta dificuldades para escoar a produção para a Índia. Um exportador ucraniano citado pela Reuters afirmou que o processamento de sementes no país poderá cair para metade entre Outubro e Março, devido aos problemas enfrentados pelas unidades industriais para exportar o produto.
O óleo de girassol, cuja produção está concentrada principalmente na região do Mar Negro, concorre no mercado internacional com o óleo de palma, produzido sobretudo na Indonésia e na Malásia, e com o óleo de soja da América do Sul.




