Maputo – Moçambique e a África do Sul querem transformar a cooperação económica em negócios, investimento e emprego, com a criação de uma Zona Económica Transfronteiriça entre os dois países, à qual poderá juntar-se o Eswatini.
Maputo – Moçambique e a África do Sul querem transformar a cooperação económica em negócios, investimento e emprego, com a criação de uma Zona Económica Transfronteiriça entre os dois países, à qual poderá juntar-se o Eswatini.
Segundo a Agência de Informação de Moçambique, a iniciativa surge num momento em que a região procura reforçar a industrialização e criar cadeias de valor capazes de impulsionar o crescimento da África Austral.
O compromisso foi reafirmado pelos ministros da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, e do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, Parks Tau, durante um encontro realizado em Durban, à margem da 46.ª Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Entre as propostas em discussão destaca-se a criação de uma Zona Económica Transfronteiriça envolvendo Moçambique e África do Sul, com a possibilidade de integração posterior do Eswatini.
A iniciativa poderá abrir espaço para uma maior circulação de bens, investimentos e serviços, além de estimular a produção, a logística e a criação de emprego.
A expectativa é que a aproximação entre os três mercados contribua para o desenvolvimento de cadeias regionais de valor e reduza barreiras à actividade empresarial.
Mais do que aprofundar as relações comerciais, a proposta procura criar condições para que os países da região produzam mais, transformem localmente os seus recursos e aumentem a sua participação nas cadeias produtivas regionais.
Neste contexto, a FACIM 2026, que decorrerá de 31 de Agosto a 6 de Setembro, em Moçambique, surge como uma importante plataforma para aprofundar o diálogo económico entre os países.
A feira deverá aproximar Governos, empresas e investidores, criando espaço para a apresentação de oportunidades de negócio, estabelecimento de parcerias e mobilização de novos investimentos.
Para Moçambique e os seus parceiros regionais, o desafio passa agora por transformar os compromissos políticos em projectos concretos, capazes de gerar produção, emprego, investimento e maior integração económica. MCN



