O mobilizador do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Araújo Tendence, foi morto a tiro na noite de 9 de Outubro, na sua residência, no Posto Campo, distrito de Mopeia, província da Zambézia, segundo um comunicado da coordenação provincial do partido.
De acordo com a nota, o homicídio ocorreu por volta das 18h30, no local onde também funciona a sede distrital do ANAMOLA.
A coordenação provincial manifestou pesar pela morte do seu membro e condenou o crime, exigindo às autoridades judiciais e ao Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) a realização de uma investigação urgente e transparente, bem como a responsabilização dos eventuais autores.
O comunicado refere que, segundo informações recolhidas no local, o crime poderá ter sido cometido por supostos membros da PRM afectos à esquadra local.
A formação política manifestou solidariedade à família enlutada e apelou à serenidade e à união dos seus membros.
Na sequência do sucedido, a coordenação provincial convocou os quadros provinciais e distritais residentes em Quelimane para um encontro de reflexão, solidariedade e homenagem à vítima, previsto para a sede provincial do partido, conhecida como Casa Tau.
O líder e fundador do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, também divulgou a denúncia do homicídio, reafirmando a determinação dos membros do partido em prosseguir a sua actividade política.
“Podem nos matar, não vamos desistir”, declarou, segundo a mensagem divulgada.
O partido denunciou ainda o alegado rapto e tortura de Cândido António, membro da formação política no distrito da Katembe. Contudo, os dados disponibilizados não esclarecem as circunstâncias, a data ou o estado actual da alegada vítima.
A coordenação provincial do ANAMOLA reiterou o apelo à justiça e à responsabilização dos envolvidos no homicídio de Araújo Tendence.




