O ministro do Interior moçambicano defendeu, ontem, em Pretória, o reforço urgente da cooperação regional e patrulhas conjuntas nas fronteiras da África Austral para travar o crime organizado transnacional, como tráfico de droga, roubo de viaturas e raptos.
“As nossas fronteiras territoriais e marítimas devem ser pontes de desenvolvimento e comércio legal, mas devem simultaneamente ser muralhas intransponíveis para a criminalidade”, afirmou Paulo Chachine, na abertura da reunião da Célula de Planeamento Trilateral (TPC), na África do Sul.
O TPC é um órgão estratégico de segurança e inteligência constituído pela ‘troika’ de países composta por Moçambique, África do Sul e Tanzânia, dedicado à coordenação de operações de combate ao crime organizado transnacional, com incidência no tráfico de droga, raptos e roubo de viaturas na região da África Austral.
Para alcançar esses objectivos, o governante moçambicano defendeu um reforço da partilha de informação estratégica entre os Estados-membros. “A nossa inteligência deve antecipar-se às acções criminosas. Exigimos uma articulação operacional em tempo real, que neutralize as redes logísticas e financeiras que alimentam a instabilidade”, disse o ministro, citado pela Lusa.
Paulo Chachine defendeu, igualmente, a intensificação das patrulhas coordenadas e conjuntas ao longo das fronteiras comuns. “É imprescindível que os nossos sectores de defesa e segurança interna dominem as novas tecnologias de vigilância e cibersegurança”, acrescentou.
O apelo surge num contexto de preocupações crescentes com a criminalidade organizada na região e poucas horas depois de as autoridades moçambicanas denunciarem a presença, no país, de redes internacionais de tráfico de droga.




