A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, esta sexta-feira, que a subida dos preços dos alimentos, impulsionada pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz, pode colocar mais 11,7 milhões de mulheres e raparigas em situação de insegurança alimentar até ao final deste ano.
A previsão consta de um relatório da ONU Mulheres apresentado em Genebra pela directora executiva adjunta da organização, Nyaradzayi Gumbonzvanda.
Segundo o documento, citado pela Lusa, o agravamento da crise alimentar vai somar-se aos cerca de 208 milhões de mulheres e raparigas que já enfrentavam insegurança alimentar ou subnutrição em 28 países analisados.
O Sudão, Haiti, Iémen e Palestina figuram entre os países mais vulneráveis, devido aos conflitos armados e às dificuldades económicas. Já o Sudão do Sul apresenta a maior proporção de mulheres afectadas pela insegurança alimentar.
A responsável da ONU Mulheres destacou que, em situações de escassez, as mulheres tendem a alimentar-se menos e a priorizar as necessidades dos restantes membros da família, cenário agravado pelas limitações no acesso ao emprego e aos serviços financeiros.




