O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, exigiu o regresso imediato do presidente Nicolás Maduro à Venezuela, classificando as recentes acções dos Estados Unidos na região como uma grave ameaça à paz e à segurança mundiais. A declaração foi feita durante a sessão plenária da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o diplomata russo criticou duramente a postura das potências ocidentais e a actual ordem internacional.
Críticas ao Ocidente e Apoio a Causas Globais
Durante a sua intervenção na sede da organização multilateral, o chefe da diplomacia russa aproveitou a ocasião para reafirmar o apoio de Moscovo a diversas causas globais. Lavrov defendeu o fim do bloqueio económico contra Cuba, a interrupção das acções militares na Palestina e uma resolução pacífica para as tensões no Irão. O governante apontou o que considera ser o duplo critério de Washington e dos seus aliados na aplicação do direito internacional.
Remilitarização na Europa e Tensões Regionais
O ministro russo dirigiu também duras críticas ao governo da Alemanha, alertando para as consequências históricas de um eventual processo de remilitarização em Berlim. Lavrov acusou as potências europeias de ignorarem manifestações extremistas na Ucrânia e de silenciarem a repressão linguística contra a população que fala russo. Segundo o diplomata, a protecção dos cidadãos russos na região de Donbas continuará a ser uma prioridade inegociável para o Kremlin.
Reforma do Conselho de Segurança e Representação Africana
No plano da reforma das instituições globais, o representante de Moscovo contestou a atribuição de assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU a potências como a Alemanha ou o Japão. Em contrapartida, expressou o apoio explícito da Rússia à entrada do Brasil e da Índia, bem como à aplicação do Consenso de Ezulwini e da Declaração de Sirte, iniciativas que visam aumentar de forma justa a representação do continente africano, da Ásia e da América Latina no órgão de decisão global.




