Novos ataques aéreos da Rússia deixam pelo menos 18 mortos e quase 100 feridos em Kiev

Pelo menos 18 civis morreram e outras cerca de 100 ficaram feridas na sequência de novos ataques russos sobre a cidade de Kiev, durante a madrugada desta quinta-feira, 2, na Ucrânia.
Entre os mortos, segundo o Serviço de Emergência da Ucrânia, estão duas crianças, numa altura em que ainda continuam as operações de buscas e salvamento por vítimas na capital Kiev e em várias cidades do país atingidas pelos mísseis russos.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko indicou que 70 dos feridos foram hospitalizados, classificando como tendo sido “o ataque mais grave” da guerra à capital ucraniana.
O político acrescentou que “foi uma noite terrível para Kiev e há danos em todos os distritos da cidade”, o que obrigou o autarca decretar sexta-feira como dia de luto na capital ucraniana.
A ofensiva russa, que foi realizada com recurso a vagas de mísseis e drones, destruiu vários edifícios residenciais, outros ficaram em chamas e provocou danos estruturais num hotel no centro de Kievm, como se pode ver em várias imagens de diversos órgãos de comunicação social. O jornal The Kyiv Independent avança que foram registados danos e destruição em mais de 30 locais.
A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia lançou um total de 74 mísseis e quase 500 drones de longo alcance durante o ataque e que a maioria atingiu Kiev.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensy, avançou, através das redes sociais que 48 mísseis e 476 drones lançados pela Rússia foram abatidos pelo exército de Kiev. Entretanto, 25 mísseis balísticos e 12 drones atingiram 33 localizações.
Este ataque tinha sido previsto pelo Presidente ucraniano numa conferência de imprensa na manhã de quarta-feira, quando Zelensky revelou que tinha informações de que a Rússia estaria a preparar uma grande ofensiva contra a Ucrânia.
Esta manhã, a chefe da diplomacia da União Europeia anunciou que vai propor novas sanções. “Hoje, vou propor sanções contra mais entidades que apoiam o complexo militar-industrial da Rússia, em resposta aos ataques. Quanto mais Moscovo atacar civis, mais sanções devem ser impostas”, escreveu Kaja Kallas na rede social X.



