A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar Moçambique um regulador confiável de medicamentos e vacinas, após atribuir à autoridade reguladora de medicamentos o Nível de Maturidade 3 (ML3), reservado a sistemas estáveis, funcionais e integrados.
“A conquista de Moçambique é o resultado de um investimento sustentado na capacidade regulatória que trará benefícios cruciais para a saúde pública”, afirmou Sylvie Briand, cientista-chefe da OMS e directora-geral adjunta interina para Sistemas de Saúde, Acesso e Dados, citada num comunicado da agência da ONU.
A distinção foi atribuída à Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos de Moçambique (Anarme), que alcançou uma classificação da OMS reservada a autoridades reguladoras capazes de desempenhar as principais funções de supervisão de medicamentos e vacinas de acordo com padrões internacionais. Para a responsável, "sistemas regulatórios fortes protegem as pessoas, reforçam a confiança nos produtos de saúde e ajudam os países a responder de forma mais eficaz às necessidades e desafios de saúde pública em constante evolução".
Entretanto, o Banco Mundial vai financiar com 250 milhões de dólares o reforçar da ligação entre Estado e comunidades no norte de Moçambique, promovendo emprego, oportunidades económicas e infraestruturas, anunciou o Presidente moçambicano durante o lançamento do programa MozCommunity na província de Cabo Delgado, defendendo que a iniciativa integra os esforços para estabilizar a província, rica em gás, mas afetada por ações de grupos terroristas e pela ocorrência de cheias e outros desastres naturais.



