Nova Iorque - As Nações Unidas ampliaram hoje para 214 a lista de empresas ligadas ao desenvolvimento de colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados, entre os quais Jerusalém Oriental, considerados ilegais segundo o Direito internacional.
Nova Iorque - As Nações Unidas ampliaram hoje para 214 a lista de empresas ligadas ao desenvolvimento de colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados, entre os quais Jerusalém Oriental, considerados ilegais segundo o Direito internacional.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos adicionou empresas de 11 países à sua lista de 2026, incluindo 61 novas empresas de um total de 126 que foram analisadas.
A maioria dessas empresas actua nos sectores de agricultura, transporte, armazenagem, gestão de resíduos, energia, alimentação e hotelaria, revela a Lusa.
Contudo, o organismo esclarece que, até à data de publicação deste relatório, ainda existem entidades que não foram avaliadas, de um total de 381, elevando para 255 o número de empresas sobre as quais não se sabe se têm ligações aos colonatos israelitas na Cisjordânia.
Além disso da ONU, removeu da sua "lista negra" cinco empresas que deixaram de participar de uma série de actividades detalhadas no documento: fornecimento de equipamentos ou materiais que facilitem a construção e manutenção de colonatos, a demolição de casas ou propriedades palestinianas, bem como actividades de vigilância, o uso de recursos naturais para fins comerciais ou poluição e o descarte de resíduos em aldeias palestinianas, a realização de operações bancárias — incluindo empréstimos hipotecários — que contribuam para a manutenção e o desenvolvimento de colonatos, e restrições e limitações administrativas destinadas a prejudicar empresas palestinianas.
A empresa portuguesa Steconfer, ligada ao sector de infra-estruturas ferroviárias e construção civil, está identificada pela ONU como uma das cinco companhias que saíram dessa "lista negra".
A agência da ONU chefiada por Volker Turk também especificou que, das 214 empresas na lista, 200 "contribuem para o impacto adverso" sobre o direito dos palestinianos à autodeterminação, enquanto as 14 restantes têm uma "ligação directa" com esse efeito negativo sobre os direitos humanos dos palestinianos.
Turk apelou às empresas visadas para que "cumpram a sua própria responsabilidade de respeitar os direitos humanos de acordo com as normas internacionais amplamente aceites" e aos Estados para que tomem medidas para "garantir (...) que, quando ocorram violações dos direitos humanos relacionadas com empresas no seu território e/ou sob a sua jurisdição, as pessoas afectadas tenham acesso a recursos eficazes, em conformidade com o Direito internacional". AM




