Oposição denuncia parcialidade da CEDEAO na Guiné-Bissau

A oposição na Guiné-Bissau acusa a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de agir com parcialidade e de legitimar a revisão da Constituição promovida pelos militares que assumiram o poder após o golpe de Estado de novembro de 2025.
Numa carta aberta dirigida à organização regional, assinada pelas coligações PAI–Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, e API–Cabaz Garandi, a oposição critica a missão de consultas políticas da CEDEAO, realizada na semana passada em Bissau, por se ter reunido apenas com as “autoridades de facto”, excluindo os principais partidos da oposição.
O documento também lamenta que a missão, chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Kabba, e integrada por dirigentes do Senegal, tenha recusado reunir-se com Fernando Dias da Costa, que se considera vencedor das eleições presidenciais interrompidas pelo golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.
A oposição reafirma que o golpe foi alegadamente orquestrado pelo então Presidente e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, para impedir a divulgação dos resultados eleitorais, recordando ainda que o ex-Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, na qualidade de observador eleitoral, classificou o episódio como um “golpe cerimonial”.



