As duas principais plataformas de partidos da oposição ao regime na Guiné-Bissau (PAI-TerraRanka e API–Cabas Garandi) instaram a comunidade internacional a não legitimar o referendo à Constituição, por ser "fraudulento".
Aposição da Plataforma da Aliança Inclusiva (PAI- Terra Ranka) liderada pelo histórico Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e a Aliança Patriótica Inclusiva, Cabas Garandi (API-CG), foi manifestada num comunicado conjunto divulgado pelos órgãos de comunicação social guineenses.
No documento, consultado pela Lusa nas redes sociais, as duas plataformas classificam o referendo "uma fraude" e uma "falsificação grosseira" conduzida pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) sob o controlo dos militares no poder.
O foco central do comunicado incide sobre a exigência de uma "tomada de posição firme" por parte dos parceiros internacionais e organizações multilaterais, nomeadamente, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) a União Africana (UA), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas (ONU).
As duas plataformas da oposição guineense pedem àquelas organizações que recusem "qualquer validação" de um processo que consideram "ferido de ilegalidades profundas" que, dizem, poderão ser confirmadas através de uma "auditoria independente" à CNE.
Solicitam, por isso, o envio "urgente" de uma missão independente de avaliação sobre os dados apresentados pela CNE após a votação para o referendo à Constituição, um processo que, alegam, decorreu sem a presença de partidos políticos da oposição, apresentou discrepâncias de números de votantes e inscritos e ainda com a exclusão de cidadãos guineenses na diáspora.



