Vilnius - A Lituânia juntou-se, hoje, à Letónia e à Estónia na imposição de sanções aos oligarcas russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, que na semana passada foram isentos das sanções da União Europeia (UE).
Vilnius - A Lituânia juntou-se, hoje, à Letónia e à Estónia na imposição de sanções aos oligarcas russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, que na semana passada foram isentos das sanções da União Europeia (UE).
Conforme noticiou a Lusa, esta iniciativa dos três Estados bálticos — antigas repúblicas soviéticas e actualmente membros da UE e da OTAN — surge na sequência da decisão da UE de retirar estes bilionários próximos do Kremlin da lista de indivíduos sancionados, tomada sob pressão da França e do Luxemburgo na semana passada.
"Por iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério do Interior aprovou uma decisão sobre a inclusão de Usmanov e Fridman na lista de 'personae non gratae'", anunciou o porta-voz do Departamento de Migração da Lituânia, Rokas Pukinskas.
"Os oligarcas fazem parte da máquina de guerra russa. Os 'financiadores' do regime não devem ser autorizados a sentir-se à vontade na Europa enquanto os ucranianos estão a ser mortos", tinha afirmado na semana passada o primeiro-ministro lituano, Mindaugas Sinkevicius, em reacção à decisão da UE.
A Letónia, que inicialmente se opôs ao levantamento das sanções da UE antes de ceder à pressão, também adoptou sanções contra os dois oligarcas, nas áreas financeira e de circulação, segundo o meio de comunicação público LSM.
A Estónia tinha anunciado sanções nacionais na semana passada.
"Ousmanov e Fridman continuam a apoiar a agressão russa contra a Ucrânia e a contribuir para a sua continuação", justificou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Markus Tsakhna.
Por sua vez, a Ucrânia condenou o levantamento "vergonhoso e injustificável" das sanções europeias contra estes dois oligarcas.
Para surpresa geral, a França exigiu que a UE levantasse as suas sanções contra o bilionário russo-uzbeque Alisher Ousmanov, invocando questões de "segurança nacional".
No dia seguinte ao levantamento das sanções contra Ousmanov, o governo do Azerbaijão, ao qual este oligarca é considerado próximo, concedeu o perdão e libertou um francês detido por espionagem naquele país, que o director dos serviços secretos externos franceses (DGSE) tinha ido buscar pessoalmente a Baku.
Já o Luxemburgo conseguiu a anulação das sanções impostas ao russo-israelita Mikhail Fridman, que reclamava ao Grão-Ducado, em tribunal, 15 mil milhões de euros a título de indemnização.
A Lituânia, a Letónia e a Estónia, ocupadas pela União Soviética no final da Segunda Guerra Mundial, são consideradas os alvos potenciais mais prováveis de provocações ou intervenções armadas da Rússia. OHA




