Os funcionários da Embaixada de Israel em Angola exerceram ontem, em Luanda, o seu direito de voto.
O acto cumpre a legislação eleitoral israelita, que prevê a votação antecipada para membros de representações diplomáticas fora do país.
O sufrágio ocorreu no âmbito das 26.ª eleições legislativas, marcadas para o dia 27 deste mês, destinadas a escolher os 120 deputados que vão integrar o Knesset, o Parlamento de Israel.
O acto de votação, no qual participaram seis eleitores, decorreu nas instalações da Missão Diplomática e abrangeu funcionários públicos em missão no estrangeiro, representantes de instituições e os respetivos familiares. Durante um esclarecimento aos jornalistas, o vice-embaixador explicou que os membros da comunidade israelita em Angola não vinculados ao Estado e interessados em votar precisam de viajar para o país do Médio Oriente a fim de o fazer presencialmente.O diplomata esclareceu que o sistema eleitoral israelita assenta na representação proporcional por listas partidárias, em vez da escolha direta do primeiro-ministro.
Para o procedimento de votação no estrangeiro, utiliza-se o sistema de envelope duplo, concebido especificamente para missões consulares. O eleitor insere o boletim com a lista da sua preferência num envelope azul e completamente liso, que é devidamente fechado para assegurar o segredo do voto. Em seguida, este primeiro invólucro é colocado dentro de um segundo envelope externo, onde constam os dados de identificação e a assinatura do cidadão. Esse formato garante simultaneamente o sigilo absoluto do voto, já que os envelopes são separados antes da contagem, e a validação legal por parte da comissão eleitoral, que confirma a inscrição do eleitor antes de abrir a cédula.




