Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano saudou hoje o início de uma nova era para o país, após o fim da missão da coligação anti-Estado Islâmico, liderada pelos Estados Unidos, que esteve presente no Iraque nos últimos 12 anos.
Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano saudou hoje o início de uma nova era para o país, após o fim da missão da coligação anti-Estado Islâmico, liderada pelos Estados Unidos, que esteve presente no Iraque nos últimos 12 anos.
"Inicia-se um novo capítulo, marcado pela soberania do Iraque, pela força das suas instituições e por parcerias equilibradas com os seus aliados", afirmou Ali al-Zaidi numa cerimónia que assinalou o fim oficial da missão liderada pelos EUA.
A retirada das tropas internacionais que combateram o grupo terrorista Estado Islâmico foi acordada entre Washington e Bagdad em 2024, quando foi estabelecido um calendário para a retirada gradual dos soldados estrangeiros do Iraque, que hoje culminou definitivamente.
Este dia foi oficialmente declarado "Dia da Soberania Iraquiana", cita a Lusa.
É a segunda vez em 15 anos que as forças norte-americanas se retiram do país árabe, depois de terem liderado a invasão de 2003 para derrubar o ditador Saddam Hussein, que terminou com a saída das tropas em 2011.
Após esta retirada, as tropas norte-americanas regressaram ao Iraque em 2014, a pedido do Governo iraquiano, para combater o Estado Islâmico, que, no seu auge, ocupou um terço do território onde autoproclamou um "emirado".
Depois de anunciar o fim da missão da coligação internacional — na qual participaram cerca de 30 países, entre os quais Portugal, al-Zaidi declarou que "a cooperação entre as forças e as nações amigas resultou numa vitória sobre um dos capítulos mais negros do extremismo e da brutalidade da História".
O primeiro-ministro iraquiano expressou ainda a sua gratidão aos países participantes na missão militar, que forneceu cobertura aérea ao exército do país, às forças curdas e às milícias xiitas que se envolveram em combates corpo a corpo contra os 'jihadistas' até à derrota territorial do Estado Islâmico em 2017.
"O fim da missão da coligação internacional não significa o fim da nossa luta contra o terrorismo. Pelo contrário, marca a transição do Iraque para uma fase em que assume total responsabilidade pela sua própria segurança e estabilidade", acrescentou.
Além disso, adiantou que o seu Governo está a trabalhar para garantir o monopólio estatal sobre as armas, um processo que inclui o desarmamento ou a integração genuína de dezenas de milícias — algumas delas pró-Irão nas Forças Armadas. AM




