A Amnistia Internacional – Portugal disse domingo estar “profundamente preocupada com o uso excessivo e desproporcionado” da força policial para dispersar as acampadas de Lisboa e Porto que aconteceram durante a madrugada.
“Estamos profundamente preocupados com o facto de o uso da força pela polícia ter sido excessivo e indiscriminado e de a operação policial - e, em especial, o uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia - ter resultado em dezenas de feridos”, afirmou o director executivo da Amnistia Internacional – Portugal, João Godinho Martins.
Numa nota envida às redacções, o responsável refere que “os ferimentos causados pela polícia a manifestantes pacíficos esta madrugada, e o recurso crescente a força excessiva e desproporcionada nas últimas semanas, representam um novo mínimo para os direitos de protesto em todo o país”.João Godinho Martins acrescenta ainda que a “situação tem de ser investigada com urgência”, considerando que a polícia tem a obrigação “de apenas recorrer à dispersão de protestos e de força como último recurso e de forma proporcional à situação”, sublinhando não ser isso que se está a ver.




