Portugal: segunda volta confirma tendência de fraca mobilização do eleitorado

As projecções divulgadas pelas principais televisões portuguesas apontam para uma abstenção elevada na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, 8, estimando-se que o índice de não participação dos eleitores se situe entre 37,5% e 48%.
De acordo com a RTP, a previsão de abstenção ronda valores entre 42% e 48%, enquanto as projecções avançadas pela SIC e pela TVI indicam um intervalo ligeiramente mais baixo, entre 37,5% e 42,5%. Os números reforçam a tendência de fraca mobilização eleitoral, já observada na primeira volta do sufrágio.
Na primeira volta das presidenciais, realizada a 18 de janeiro, a abstenção foi de 38,5% a nível nacional. Contudo, ao contabilizar os votos da emigração, o valor global subiu para 47,7%, segundo dados oficiais da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O primeiro turno ficou marcado por uma forte dispersão de votos, com 11 candidatos em disputa, e registou uma participação de 52,26% dos quase 11 milhões de eleitores inscritos, tornando-se uma das eleições presidenciais mais concorridas da história democrática portuguesa.
Analistas consideram que o aumento da abstenção na segunda volta poderá estar associado ao cansaço do eleitorado, à polarização política e ao afastamento de parte dos eleitores em relação às opções finais apresentadas, fatores que continuam a desafiar o sistema democrático português.



