Presidente da Renamo diz tolerância “zero a contestação interna”

O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, avisou hoje, 22, que depois da suspensão do histórico membro dom partido, António Muchanga, crítico da liderança, outros se vão seguir.
Com a expressão “já chega de engolir sapos”, Ossufo Momade lançou um recado directo à contestação interna que a Renamo vem enfrentando desde os resultados das últimas eleições que a relegaram para a terceira força política em Moçambique.
“Ele não foi expulso, foi suspenso. Porque primeiro foi chamado e foi advertido. E continuou a fazer as suas brincadeiras. Agora foi suspenso e, se ele continuar, é quando vai ser expulso. E não vai ser o conselho jurisdicional, vai ser o Conselho Nacional”, disse Ossufo, num encontro com militantes na província de Maputo.
Referir que a Renamo, que perdeu nas eleições de 2024 o estatuto histórico de líder da oposição, agravando a contestação interna ao líder do partido, anunciou em 10 de Fevereiro a suspensão imediata de António Muchanga, ex-deputado, de membro do partido, por violar os estatutos da organização política.
Três dias antes, num encontro de ex-guerrilheiros da Renamo que exigem a destituição do presidente e que há vários meses têm ocupado sedes do partido em protesto, António Muchanga defendeu publicamente a saída de Ossufo Momade, acusando-o de “falta de ideias” e de não realizar reuniões regulares conforme os estatutos da formação, pedindo união para o tirar do poder.


