Bobo-Dioulasso – O Presidente do Burkina Faso, capitão Ibrahim Traoré, manteve na última semana um encontro com alunos da Universidade Nazi Boni em Bobo-Dioulasso, para explicar a sua visão revolucionária de desenvolvimento, noticiou a agência de notícias do país (AIB).
Bobo-Dioulasso – O Presidente do Burkina Faso, capitão Ibrahim Traoré, manteve na última semana um encontro com alunos da Universidade Nazi Boni em Bobo-Dioulasso, para explicar a sua visão revolucionária de desenvolvimento, noticiou a agência de notícias do país (AIB).
Ibrahim Traoré sublinhou que essa visão possibilitou a construção e o equipamento do Complexo Industrial Têxtil das Forças Armadas de Burkina Faso (TEXFORCES-BF) e do complexo do anfiteatro da referida Universidade.
“Na economia revolucionária, que é a antítese da economia clássica, investimos por etapas e o Estado mantém o controle total de tudo o que é estratégico. Quanto ao que não é estratégico, vemos como dividir os custos com os investidores”, explicou o Chefe de Estado aos estudantes da Universidade Nazi Boni.
O Complexo Industrial Têxtil das Forças Armadas de Burkina Faso (TEXFORCES-BF) e o complexo do anfiteatro da Universidade Nazi Boni, inaugurados na quarta-feira, 9, e na sexta-feira, 11 de Setembro de 2026, respectivamente, foram totalmente financiados com recursos nacionais graças ao conceito económico desenvolvido pela Revolução Popular Progressista (RPP), explicou o presidente Traoré.
Nessa visão revolucionária de desenvolvimento, o Estado mantém 100% da propriedade em sectores estratégicos como o têxtil e o da aviação. "Ninguém tem participação nesses sectores", esclareceu, citando o exemplo da Air Burkina Faso, que é 100% estatal.
O Presidente do Burkina Faso lembrou aos estudantes em geral, e aos estudantes de economia em particular, que na economia clássica, os investidores são favorecidos para financiar projectos, enquanto estes últimos vêm para obter lucro.
"Quando um investidor vem investir, para mim é uma forma de escravidão. Quando ele traz o dinheiro, é apenas para fazê-lo render para ele, os juros ficam para ele e ele vai embora com o dinheiro", afirmou.
Segundo o Chefe de Estado, os investimentos estrangeiros nunca beneficiam os países onde são realizados; por isso, o Burkina Faso revolucionário prefere fazer as coisas por conta própria. "Não participamos de mesas-redondas em outros lugares para buscar financiamento, nem nada do tipo, para vir desenvolver nossa indústria têxtil", enfatizou. ADR




