Teerão - O Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, que embarcou hoje para participar na sessão anual da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, prometeu defender firmemente as posições do país.
Teerão - O Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, que embarcou hoje para participar na sessão anual da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, prometeu defender firmemente as posições do país.
"Saímos da guerra de cabeça erguida, o que constitui uma fonte de dignidade e orgulho para todos nós. Por isso, defenderemos firmemente as nossas posições nas instâncias internacionais", declarou Pezeshkian antes de deixar o Irão, segundo imagens transmitidas
O presidente iraniano vai discursar na tribuna da ONU na quarta-feira, noticia a Lusa.
"Aproveitaremos ao máximo esta oportunidade para expor a situação difícil do Irão à comunidade internacional. Diremos com firmeza aos nossos adversários que, apesar de todas as injustiças e desigualdades, o povo iraniano resistiu", acrescentou Pezeshkian.
O Presidente é a autoridade iraniana de mais alto nível a visitar solo norte-americano desde o início da guerra, desencadeada no final de Fevereiro por ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel.
Os EUA autorizaram parte da delegação iraniana a ir à ONU, apesar do conflito em curso, mas o grupo estará sujeito a restrições de deslocação tal como aconteceu em 2025, segundo o Departamento de Estado norte-americano.
Por outro lado, a equipa de comunicação do Presidente iraniano não recebeu autorização para o acompanhar a Nova Iorque, devido à falta de vistos.
A decisão foi classificada como uma "medida hostil" por um porta-voz da presidência iraniana, Habibollah Abbassi, citado pelos meios de comunicação locais.
A reabertura do estratégico Estreito de Ormuz continua no centro do conflito entre Teerão e Washington.
O tráfego nesta via marítima, por onde transitava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, tem sido fortemente perturbado por Teerão desde o início do conflito.
Em resposta, os EUA impuseram um bloqueio aos portos iranianos e intensificaram a pressão económica sobre o Irão para asfixiar financeiramente o país. AM




