O procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca , foi detido por alegados crimes de tráfico de droga, branqueamento de capitais e por liderar uma "organização criminosa" no seio do Ministério Público, anunciou, hoje, o Ministério do Interior boliviano.
Roger Mariaca, foi acusado formalmente hoje, dois dias após os Estados Unidos terem retirado o seu visto por alegadas ligações ao narcotráfico, reportou a Lusa.
"As acusações imputadas dizem respeito a participação numa "organização criminosa, branqueamento de capitais e tráfico ilícito de estupefacientes", declarou o ministro do Interior boliviano, Marco Antonio Oviedo, numa conferência de imprensa.
"Foi desmantelada uma organização criminosa enraizada no sistema judicial e na administração" do Ministério Público, que era alegadamente "liderada por Roger Mariaca", disse ainda Oviedo.
Esta "organização criminosa" tinha como "objectivo incentivar e proteger o narcoterrorismo no país", acrescentou o ministro do Interior na conferência de imprensa em que se fazia acompanhar pelos ministros da Defesa, Ernesto Justiniano, e da Presidência, Fernando Aramayo, além de altos responsáveis da polícia.
Momentos após a detenção de Mariaca, um funcionário do Ministério Público denunciou o seu "sequestro" na região oriental de Santa Cruz, nomeadamente no Aeroporto Internacional de Viru Viru.
A mesma fonte denunciou ainda uma intervenção policial na sua sede na cidade de Sucre (sul), capital constitucional da Bolívia.




