Malabo – A Procuradoria-Geral da Guiné Equatorial anunciou segunda-feira que declarou a Coligação da Oposição para a Restauração de um Estado Democrático (CORED) como um “grupo terrorista ou organização criminosa”, anunciou terça-feira a Agência de Notícias da Guiné.
Malabo – A Procuradoria-Geral da Guiné Equatorial anunciou segunda-feira que declarou a Coligação da Oposição para a Restauração de um Estado Democrático (CORED) como um “grupo terrorista ou organização criminosa”, anunciou terça-feira a Agência de Notícias da Guiné.
Em uma resolução tornada pública em Malabo, o procurador-geral, Anatolio Nzang Nguema Mangué, anunciou também recompensas de até 1,5 milhão de euros para indivíduos, instituições ou governos que contribuíssem para a repatriação à Guiné Equatorial dos líderes desta coligação.
É assim oferecida uma recompensa de 1,5 milhões de euros pelo repatriamento do presidente do CORED, Salomón Abeso Ndong, enquanto está prevista uma verba de um milhão de euros ao seu secretário-geral, Filiberto Ntutumu Mabale Andeme.
Segundo o Ministério Público, também estãoa ser oferecidas recompensas de 800 mil e 700 mil euros pela repatriação de outros membros da coligação, cuja lista actualmente inclui 12 pessoas e poderá ser ampliada conforme o andamento da investigação.
As autoridades judiciais da Guiné Equatorial também acusam a CORED e alguns de seus membros de buscarem apoio de grupos armados internacionais, incluindo a Al-Qaeda e o Boko Haram, com o objectivo de derrubar violentamente a ordem constitucional do país.
Segundo a Procuradoria, mercados, prédios governamentais, instalações militares e missões diplomáticas estrangeiras estavam entre os alvos dos ataques planeados.
Criada em Setembro de 2013, a CORED reúne figuras de 13 partidos e associações da oposição, vários dos quais têm membros sediados no estrangeiro, nomeadamente em França, Espanha e Reino Unido. ADR




