Protestos anti-imigrantes levam 38 mil malauianos a deixar a África do Sul

O Malawi informou nesta sexta-feira, 10, que tirou 38 mil cidadãos da África do Sul de volta em um mês como parte de um êxodo de estrangeiros fugindo de ameaças e violência anti-migrantes, com seis mortos no caminho.
A África do Sul esteve consumada por semanas de protestos e agitação contra imigrantes, que são acusados de tomar empregos e recursos.
A polícia sul-africana informou, que dois cidadãos moçambicanos, um malauíano e um etíope, foram mortos em violência ligada aos distúrbios.
Cidadãos de diversos países, incluindo Gana, Nigéria, Uganda e Zimbábue, vêm fugindo da África do Sul desde o final de Maio, enquanto grupos marginais intensificavam as exigências para que migrantes indocumentados saíssem.
Segundo o departamento de gestão de desastres do Malawi, seis pessoas morreram de doença durante a longa viagem de volta.
O Comissário, Wilson Moleni confirmou à AFP, que o último número de retornados, o país trouxe 38.094 pessoas para casa entre 7 de junho e 8 de julho, dos quais quatro morreram durante o trânsito e dois após cruzarem para o Malawi, todos doentes quando iniciaram a viagem.
“No entanto, como estavam sendo perseguidos e se movendo de um lugar para outro, não conseguiam acessar seus remédios e cuidados hospitalares, alguns passaram um tempo em campos na África do Sul, o que piorou ainda mais suas condições”, disse Moleni.



