São Tomé - O presidente do Movimento Basta disse quinta-feira à Lusa, à margem de uma acção de campanha das eleições legislativas de domingo, que o próximo Governo de São Tomé e Príncipe será de salvação nacional.
São Tomé - O presidente do Movimento Basta disse quinta-feira à Lusa, à margem de uma acção de campanha das eleições legislativas de domingo, que o próximo Governo de São Tomé e Príncipe será de salvação nacional.
"Não será um Governo de unidade nacional, como chamam, mas eu diria um Governo de salvação, de salvação nacional, porque o país precisa de ser salvo", afirmou Levy Nazaré.
"Quando me refiro a um Governo de salvação nacional, é que estejam lá pessoas com amor, acima de tudo, com amor a São Tomé e Príncipe, patriotas convictos, pessoas capazes, competentes, pessoas que vão lá para resolver os problemas da população e não, através dos meios públicos, dos bens públicos, do dinheiro público, tratar das suas vidas", salientou.
A um dia do fim da campanha eleitoral, Levy Nazaré mostra-se esperançoso em alcançar um resultado consideravelmente melhor do que aquele obtido nas legislativas de há quatro anos, quando garantiu dois deputados no Parlamento.
"Não era o nosso objectivo inicial, mas, com aquilo que nós vemos todos os dias quando nos deslocamos ao terreno, acreditamos piamente que é possível vencermos essas eleições. Posso estar enganado, mas não haverá maioria absoluta para nenhum partido", prevê.
Quinta-feira, à margem da acção de campanha no distrito de Cantagalo, fez questão de começar por dizer que "num país como São Tomé e Príncipe tudo é prioridade", mas elencou algumas áreas cruciais, como o turismo, a agricultura, a pesca, a transição energética e a necessidade de se avançar com uma reforma fiscal.
"O nosso foco, o nosso motor para o desenvolvimento é o turismo, como é óbvio. Pelas características, pelas potencialidades turísticas que nós temos. É preciso formar recursos humanos, jovens principalmente, em vez de saírem todos para Portugal", sustentou.
Levy Nazaré explicou ainda que, ao nível da reforma fiscal, quer baixar o imposto sobre as empresas, para permitir que reinvistam, e alargar a base tributária, de forma a "trazer o mercado informal para o mercado formal".
Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Acção Democrática Independente (ADI), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN), e o Movimento Basta.
Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de Julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta. MCN




