Moscovo - O Presidente russo, Vladimir Putin, elogiou hoje a participação da população nas eleições legislativas da semana passada, ganhas sem surpresa pelo seu partido, Rússia Unida.
Moscovo - O Presidente russo, Vladimir Putin, elogiou hoje a participação da população nas eleições legislativas da semana passada, ganhas sem surpresa pelo seu partido, Rússia Unida.
O Presidente voltou a denunciar alegadas tentativas de ingerência externa, conforme noticiou hoje a Lusa.
"É do conhecimento geral que tentaram interferir e influenciar as eleições, como demonstram as tentativas constantes do inimigo de romper a defesa antiaérea de Moscovo e de outras regiões", afirmou, referindo-se aos ataques com drones levados a cabo pelo exército da Ucrânia durante os três dias de votação, entre 18 e 20 de Setembro.
Intervindo num encontro com membros do Governo russo, Putin, citado pela agência noticiosa Interfax, disse que "as filas nos locais de votação demonstram, no entanto, que é impossível intimidar a Rússia" e considerou que a afluência às urnas, que "chegou a bater recordes", constitui "uma prova de que o povo russo apoia os esforços para fortalecer o país".
"As eleições estão ligadas aos desejos dos cidadãos no que diz respeito à concretização dos objectivos nas áreas mais importantes para o desenvolvimento e o fortalecimento da Rússia", declarou o chefe de Estado, que viu reforçada a maioria parlamentar do seu partido.
O Rússia Unida (RU), que apoia o regime de Putin, revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram na segunda-feira as autoridades eleitorais russas.
O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.
Numa primeira reacção, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já considerara que os resultados "demonstram um nível excepcional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.
Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central, com larga diferença para as restantes forças políticas autorizadas a participar nas eleições.
A seguir ao partido de Putin, o mais votado foi o Partido Comunista da Federação Russa, com 13,84% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático Liberal (8,9%) e o «Povo Novo» (7,94%), enquanto o partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em Agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.
A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022.
Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022, decorrendo também votação na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014. OHA




