Um avião militar despenhou-se esta sexta-feira, 25, na República Democrática do Congo, provocando a morte de pelo menos 13 pessoas, entre militares e civis, segundo informações divulgadas por autoridades locais.
A aeronave fazia a ligação entre a cidade de Kikwit, no sudoeste do país, e a capital Kinshasa, quando registou um problema técnico e tentou aterrar em Kenge, na província do Kwango.
Segundo o vice-governador do Kwango, Remy Saki Bokinda, não existia uma pista de aterragem disponível em Kenge, tendo o avião acabado por cair numa área residencial.
Entre as vítimas estavam três oficiais do Exército, incluindo o general Likulia Bakumi, auditor-geral das Forças Armadas da República Democrática do Congo, além de um major, um capitão, outros militares e civis.
As autoridades locais informaram que todas as pessoas que estavam a bordo morreram. A maioria das vítimas ficou carbonizada, enquanto o corpo do piloto foi encontrado fora da aeronave.
As Forças Armadas da RDC confirmaram também a morte de dois oficiais-generais: o tenente-general Mutombo Katalayi Tiende, primeiro presidente da Alta Corte Militar, e o tenente-general Likulia Bakumi, auditor-geral das Forças Armadas. Segundo o Exército, os dois regressavam de uma missão de serviço em Kikwit quando ocorreu o acidente.
As autoridades congolesas abriram uma investigação para determinar as circunstâncias e as causas do acidente. As operações no local do desastre também prosseguem.
O acidente ocorreu numa altura em que as Forças Armadas congolesas enfrentam uma situação de segurança particularmente complexa no leste do país, devido aos confrontos com grupos armados.




