Quénia e Eslovénia defendem multilateralismo e apelam à reforma da ONU

Os Presidentes do Quénia e da Eslovénia defenderam, hoje, em Nairobi, o multilateralismo, que está a ser posto em causa pela actual política norte-americana, e apelaram à reforma das Nações Unidas para que reflicta o mundo.
O apelo da Presidente eslovena, Natasa Pirc Musar, e do seu homólogo queniano, William Ruto, foi feito no final de um encontro na State House, a sede da Presidência queniana, em Nairobi, no primeiro dia da visita de Estado de três dias da líder eslovena, reportou a Lusa.
"As nossas conversações também abordaram a necessidade urgente de se reformar as Nações Unidas, em particular o Conselho de Segurança, para melhor reflectir a dinâmica global contemporânea", afirmou Ruto, numa declaração conjunta à imprensa.
O diálogo de hoje, acrescentou Ruto, reflecte o "empenho comum" dos dois países no multilateralismo.
Musar, que chegou ao início da manhã de hoje a Nairobi, subscreveu essa mensagem: "O Presidente e eu acreditamos no multilateralismo", disse.
A Presidente eslovena detalhou que debateram "os conflitos que na Europa e no Médio Oriente, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a questão palestiniana, a crise humanitária em Gaza".
A líder eslovena será a convidada de honra nas celebrações do Dia de Madaraka, no condado de Homa Bay, na parte ocidental do Quénia, que em 01 de junho de 1963, a então colónia britânica se tornou autónoma.
A independência viria a ser proclamada em 12 de Dezembro de 1963.
Esta visita histórica, que se realiza 21 anos após o estabelecimento de relações diplomáticas entre o Quénia e a Eslovénia, é também a primeira de um chefe de Estado esloveno ao país da África Oriental.



