Kinshasa - A República Democrática do Congo (RDC) aprovou a criação de um grupo de trabalho destinado a acelerar a implementação da parceria estratégica com os Estados Unidos no domínio dos minerais, segundo as actas da reunião do Conselho de Ministros consultadas pela Reuters.
Kinshasa - A República Democrática do Congo (RDC) aprovou a criação de um grupo de trabalho destinado a acelerar a implementação da parceria estratégica com os Estados Unidos no domínio dos minerais, segundo as actas da reunião do Conselho de Ministros consultadas pela Reuters.
A medida surge no quadro dos esforços de Kinshasa para atrair mais investimentos ocidentais para os sectores do cobre e do cobalto, diversificar as fontes de financiamento para além da China e reforçar as relações com Washington.
A RDC, maior produtor mundial de cobalto e segundo maior exportador de cobre, assinou a parceria com os Estados Unidos em Dezembro último.
O acordo já resultou num investimento mineiro apoiado pelos EUA, através da Virtus Minerals, bem como na expansão dos acordos de compra de cobre entre a companhia mineira estatal Gecamines e os comerciantes Mercuria e Glencore, aumentando as vendas congolesas para os mercados ocidentais.
A decisão do Conselho de Ministros, tomada a 11 de Setembro, estabelece formalmente um “Grupo de Trabalho RDC-EUA”, com a missão de acelerar a execução da parceria, segundo um comunicado do Governo.
O ministro da Economia, Daniel Mukoko Samba, indicou aos membros do Governo que o grupo deverá transformar os compromissos assumidos no âmbito da parceria em “resultados económicos e de segurança concretos” para os cidadãos congoleses.
O comunicado não especifica a composição do grupo de trabalho nem os projectos prioritários que estarão sob a sua responsabilidade.
Um responsável governamental, que falou à Reuters sob anonimato, afirmou que o grupo deveria inicialmente entrar em funcionamento em Fevereiro, mas a sua implementação foi adiada devido a entraves administrativos.
Segundo a mesma fonte, a execução da parceria com os Estados Unidos prosseguiu apesar do atraso.
Na mesma reunião, o Conselho de Ministros aprovou ainda um orçamento recorde de 24,8 mil milhões de dólares (1 dólar equivale a 912 kwanzas) para 2027, representando um aumento de 12 por cento em relação ao plano de despesas revisto para este ano. CV




