A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) afastou a possibilidade de Ossufo Momade abandonar a presidência do partido durante o Conselho Nacional, previsto para os dias 21 e 22 de Outubro, em Maputo, Moçambique.
Segundo a imprensa moçambicana, o porta-voz do partido, Marcial Macome, esclareceu que a decisão de Momade de não se recandidatar à liderança no próximo congresso não significa que pretenda deixar o cargo antes da realização do Conselho Nacional.
“No dia 04 deste mês, o presidente disse e deixou claro que não vai se recandidatar no próximo congresso. Em momento nenhum o presidente falou de se retirar do Conselho Nacional. O Conselho Nacional é uma coisa, o Congresso é outra coisa”, afirmou Marcial Macome.
O responsável falava à margem da I Conferência Anual sobre Democracia e Eleições, promovida pela Plataforma Eleitoral Decide, que decorre em Maputo.
O Conselho Nacional deverá analisar a situação política do país e questões internas do partido, numa altura em que a liderança de Ossufo Momade enfrenta contestação de diferentes sectores da Renamo.
Marcial Macome confirmou a realização do encontro nas datas anunciadas e esclareceu que a divulgação da agenda compete à Comissão Política do partido.
Entre os críticos da actual liderança está o antigo deputado António Muchanga, que tem defendido publicamente a saída de Momade. Antigos guerrilheiros também têm protagonizado protestos, incluindo a ocupação de sedes do partido.
O Conselho Nacional esteve inicialmente convocado para Março, mas acabou por não se realizar. Em alternativa, foi promovida uma reunião de generais e oficiais superiores em Chimoio, na província de Manica.
Ossufo Momade, de 64 anos, foi candidato presidencial nas eleições gerais de Outubro de 2024, nas quais obteve cerca de 6% dos votos, segundo os dados citados pela imprensa moçambicana. Na mesma votação, a Renamo perdeu o estatuto de principal força da oposição.




