Luanda - A morte de 68 pessoas no naufrágio do ferry, na passada terça-feira, no lago Kariba, no Zimbabwe, marcou o noticiário africano da semana finda.
Luanda - A morte de 68 pessoas no naufrágio do ferry, na passada terça-feira, no lago Kariba, no Zimbabwe, marcou o noticiário africano da semana finda.
O naufrágio envolveu uma embarcação da Agência de Desenvolvimento de Infra-estruturas Rurais, RIDA, que viajava entre as localidades de Chalala e Kariba.
Embora as primeiras informações indicassem que transportava 120 pessoas, as investigações policiais apontaram para a possibilidade de haver mais pessoas a bordo, apesar de a capacidade máxima autorizada da embarcação ser de 90 pessoas.
Outro assunto que mereceu destaque foi a morte terça-feira de 14 mineiros ilegais numa mina abandonada perto da cidade de Rustenburg, a cerca de 100 quilómetros a Noroeste de Joanesburgo (África do Sul).
A polícia sul-africana admite que tenha havido um desmoronamento, que provocou também oito feridos graves.
A realização quinta-feira das eleições presidenciais e legislativas na Zâmbia foi igualmente manchete durante a semana.
Na corrida presidencial concorreram 14 candidatos, incluindo o actual Presidente, Hakainde Hichilema, do Partido Unidos para o Desenvolvimento Nacional (UPND), que tem como principal opositor o advogado Brian Mundubile, de 55 anos, antigo ministro que surge como figura da coligação Aliança Tonse.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos expressos, será realizada uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.
Nos últimos sete dias, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados alertou para o facto de mais de 650 mil refugiados e requerentes de asilo no Sudão do Sul poderem perder o acesso à assistência vital, nomeadamente alimentar, por falta de financiamento externo.
"Sem financiamento imediato e urgente, a última assistência alimentar e nutricional destinada aos 240 mil refugiados mais vulneráveis será disponibilizada em Setembro, cortando uma linha de apoio essencial a centenas de milhares de pessoas que já vivem no limite", afirmou sexta-feira a agência da ONU em comunicado.
Ainda durante a semana, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, reafirmou o seu compromisso de colocar a juventude africana no centro dos esforços da organização para avançar rumo a um continente inclusivo, pacífico e próspero.
Num comunicado por ocasião do Dia Internacional da Juventude, assinalado quarta-feira, o responsável lembrou que, desde o início da sua campanha para a liderança da comissão, o empoderamento da juventude tem sido identificado como uma das suas prioridades.
"Os jovens africanos não são apenas os líderes de amanhã. São parceiros e líderes de hoje. As suas vozes, ideias e aspirações devem estar no centro das decisões que moldam o nosso futuro comum", enfatizou. AM/MCN




