Luanda - A morte quinta-feira de 50 militares malianos e cinco paramilitares russos do Africa Corps durante um ataque terrorista contra o acampamento de Dioura, no centro do Mali, constituiu o assunto de destaque do noticiário africano da semana finda.
Luanda - A morte quinta-feira de 50 militares malianos e cinco paramilitares russos do Africa Corps durante um ataque terrorista contra o acampamento de Dioura, no centro do Mali, constituiu o assunto de destaque do noticiário africano da semana finda.
O ataque, reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, é um dos mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que devasta o país da África Ocidental há cerca de 15 anos.
Várias fontes relataram um balanço ainda mais elevado, entre 60 e 80 militares mortos, sendo que várias dezenas de soldados malianos foram também feitos prisioneiros.
Outro assunto amplamente divulgado na semana em referência foi também a morte de 37 mineiros num centro de detenção no estado do Níger, no centro-Oeste da Nigéria.
Segundo as autoridades, que anunciaram a abertura de uma investigação para apurar as causas das mortes, os mineiros trabalhavam de forma irregular e tinham sido detidos nos dias 15 e 16 de Setembro, no âmbito dos esforços para conter as actividades de mineração ilegal no estado do Níger.
"Esta manhã de quinta-feira, acordámos com a notícia de que 37 pessoas morreram sob custódia da Defesa Civil, aqui em Minna", afirmou o governador local, Mohammed Umaru Bago, numa conferência de imprensa.
Nos últimos sete dias, o Chefe de Estado egípcio, Abdel-Fattah El-Sisi, recebeu o Presidente palestino, Mahmoud Abbas, no Cairo, a quem afirmou que a causa palestina continuará a ser a questão central da região até que se alcance um acordo justo e abrangente.
O encontro ocorreu quarta-feira no âmbito da visita do Presidente palestino ao Egipto, num momento em que o país africano continua os seus esforços com mediadores para implementar o acordo de cessar-fogo alcançado na cúpula de Sharm El-Sheikh, em Outubro passado.
Na ocasião, El-Sisi reiterou a rejeição do Egipto ao deslocamento de palestinos ou a qualquer tentativa de liquidar a sua causa, enquanto Abbas o informou sobre o agravamento das condições na Cisjordânia ocupada.
Ainda durante a semana, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, anunciou a recandidatura ao cargo nas eleições de 15 de Novembro, numa conferência de imprensa na capital, Praia.
"Sou candidato a Presidente da República de Cabo Verde. Faço-o com sentido do dever cumprido, com serenidade, com confiança, com espírito de irmandade e incontida vontade de continuarmos juntos a servir o nosso país", anunciou segunda-feira o Chefe de Estado eleito pela primeira vez em 2021.
José Maria Neves afirmou que termina o mandato de cinco anos "de mãos dadas" com a população, "construindo um país vencedor". MCN




