A Comissão Eleitoral da Zâmbia anunciou, na sexta-feira, que tinha retomado a contagem dos votos, após uma suspensão anterior motivada por relatos de roubo de boletins de voto e violência contra funcionários eleitorais.
O país realizou eleições presidenciais, legislativas e para os governos locais na quinta-feira.
O Presidente Hakainde Hichilema concorre a um segundo mandato, depois de ter conduzido o país, um importante produtor de cobre, para fora de uma crise da dívida desde que assumiu o cargo, em 2021. Defronta outros 13 candidatos, entre os quais Brian Mundubile, líder de uma aliança de partidos da oposição, considerado o adversário mais forte de Hichilema.
Numa publicação anterior no X, Hichilema pediu aos cidadãos que “permanecessem pacíficos, pacientes e patriotas, enquanto aguardamos o resultado oficial daqueles que estão encarregados de gerir a votação”.
A comissão eleitoral tinha estabelecido anteriormente o objectivo de anunciar os resultados até ao final de domingo. A contagem começou imediatamente após o fecho das urnas na quinta-feira, mas nenhum resultado oficial tinha sido declarado quando a suspensão da contagem entrou em vigor.
Poucas horas antes do comunicado da comissão, Mundubile manifestou “grave preocupação” com os atrasos no anúncio dos resultados presidenciais, alertando que o atraso poderia criar oportunidades para interferência ou manipulação. Citou o que descreveu como “relatos profundamente preocupantes” de diversas áreas, incluindo o alegado envolvimento militar em centros de investigação e alegações sobre a movimentação de urnas.




